O bullying na história de Talita

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O bullying na história de Talita Alves Rocha

A deficiência faz parte da vida de Talida Rocha desde o nascimento, quando seus pais foram informados que a mão esquerda da filha não havia se desenvolvido conforme o esperado. Ninguém sabia que a deficiência em si não seria a pior situação a ser enfrentada. Ainda não havia dado tempo para o aparecimento do bullying.

Constatada a deficiência, iniciou-se o processo de aprendizagem. Por um lado, Talita teve que se adaptar à falta de 04 dedos e ao novo formato da mão e, por outro, à reação das pessoas diante desta sua condição. No contato social foi inevitável o surgimento do bullying.

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Talita se mostra para o mundo

O termo bullying é de origem inglesa e consiste em comportamentos agressivos e recorrentes praticados contra a vítima, quer por um indivíduo, quer por pequenos grupos, através de estratégias de intimidação. Pode causar na vítima, sofrimento físico e/ou psicológico intensos, podendo levar à exclusão social.

É o que nos descreve Talita, que traz vívido em suas lembranças o sofrimento sentido com o apelido que lhe fora imputado pelos colegas: “mãos de tesoura” (sic). Segundo ela, as crianças “viam uma coisa diferente em mim, que eles nunca tinham visto antes” (sic) e reagiam ao diferente desta maneira, praticando bullying.

A diferença que gerava o bullying

Diante do bullying sofrido Talita relata que ficou “desanimada” (sic), ao ser tão profunda e insistentemente constrangida pelos colegas, a ponto de não querer mais estudar. Afirma ter sido um “período muito difícil” (sic), no qual teve o apoio em especial da mãe, com quem podia conversar.

Migrando da infância à adolescência Talita se depara com a necessidade de exaustivas e repetidas explicações para os inevitáveis questionamentos sobre o que ocorrera com sua mão. O bullying escancarado da infância, tornou-se mais sutil ou fora substituído pela massacrante curiosidade. Entretanto, as sequelas do bullying sofrido estavam presentes. A baixa autoestima era uma realidade na sua adolescência.

Talita diz que desgostava e evitava tocar no assunto. Ter que responder às perguntas do por quê sua mão era daquele jeito causava-lhe novo sofrimento. Procurava esconder a mão o máximo possível, colocando-a para trás do corpo ou usando roupas com mangas longas. Lembra que às vezes fazia muito calor e as pessoas lhe perguntavam acerca de sua vestimenta. Ela então, mesmo suando visivelmente, respondia que era friorenta (pessoa que sente mais frio que as outras). Vê-se claramente os efeitos do bullyng sofrido na infância e a influência do olhar do outro na adolescência.

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A diferença que gerava o bullying

A superação de Talita

Influência esta que Talita afirma tê-la sempre incomodado muito. Apesar do bullying na infância e da dificuldade vivida na adolescência, ela sempre recusou a utilização de próteses. Sempre pode contar com o apoio familiar, anteriormente dos pais, atualmente do marido. Segundo a mesma, foi o marido que a ajudou mais insisivamente a não esconder mais sua mão. O apoio familiar, sem dúvida, é decisivo no processo de superação do trauma resultante do bullying.

Com 25 anos de idade, Talita está casada, tem um filho de 03 anos e se diz feliz. Acrescenta que até “esquece” (sic) de sua deficiência e hoje consegue falar sobre a deficiência, o bullying sofrido, suas dificuldades, sem sofrimento. Aprendeu a usar a mão esquerda e para alguns movimentos a utiliza com mais frequência que a direita.

A todos que praticam bullying ou discriminam o diferente, Talita pede para “pensar antes de falar, porque não é fácil para a pessoa ” com deficiência (sic).
É preciso compreender que a prática do bullying ou de qualquer forma de discriminação traz prejuízo de natureza física ou psicológica à vítima, podendo dificultar o processo de adaptação e desenvolvimento de novas aprendizagens, fundamentais para o alcance de uma vida saudável.

Parabéns Talita pela força e superação! Felicidades!

Saiba mais sobre o bullying . Clique aqui. Rudson Pereira, colega de trabalho de Talita também enfrentou essa situação e conta como venceu. Saiba mais de sua história.

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Com Jane Peralta do Amputados Vencedores. Mais um feliz encontro!

 

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