Depoimento – Dayse Anne Soares Lima

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Um pouco da minha História Sou Dayse Anne Soares Lima, 19, vinda de família humilde, fui adotada ainda bebê pelos meus recentes pais. Meu pai como não teve estudo, trabalhava com vendas de jarros, mais agora conserta panelas em casa mesmo, também tem alguns pontos de aluguel, onde tira uma pequena renda. Minha mãe também sem estudo se dedica somente ao lar e a família. Eu me dediquei exclusivamente aos estudos, por isso que terminei cedo o segundo grau, aos 16 anos

Sou Dayse Anne Soares Lima, 19, vinda de família humilde, fui adotada ainda bebê pelos meus recentes pais. Meu pai como não teve estudo, trabalhava com vendas de jarros, mais agora conserta panelas em casa mesmo, também tem alguns pontos de aluguel, onde tira uma pequena renda. Minha mãe também sem estudo se dedica somente ao lar e a família. Eu me dediquei exclusivamente aos estudos, por isso que terminei cedo o segundo grau, aos 16 anos. Como não tinham condições de pagar uma faculdade e com tantas dificuldades, comecei a trabalhar cedo para conquistar meu futuro! Meu primeiro trabalho foi como operadora de caixa em uma farmácia estava indo muito bem, então dois meses depois recebe um convite para trabalhar no supermercado do meu primo, como a proposta era melhor, resolvi aceitar! Lá eu tinha várias funções, operadora de caixa, repositória, gostava muito. Passei bastante tempo nesse emprego, aprendi muitas coisas que ajudaram a enriquecer meu currículo, mas devido o trabalho puxar bastante tempo, resolvi sair e tentar realizar outro sonho que era fazer um curso superior. Mas a vida de estudante não é muito fácil, teria que estudar bastante, para conseguir passar em um vestibular, como tinha saindo do emprego não tinha como pagar um cursinho preparatório, e não queria pedir para meus pais. Então minha prima, vendo que eu estava sem fazer nada, me convidou para ir passar uma temporada na cidade dela Teresina, PI. Já cansada de ficar em casa sem estudar e trabalhar aceitei o convite dela, de ficar na sua casa e até mesmo tentar encontrar um emprego. Com a cabeça cheias de expectativas e sonhos, embarquei para Teresina com um sonho, que minha vida iria melhorar e futuramente iria ajudar meus pais. E com o currículo não muito bom, sem muito curso devido não ter dinheiro para pagar cursos preparatórios, estava disposta a enfrentar tudo e procurar um emprego. Saí da casa dos meus pais com objetivo de conseguir minha independência financeira, e apostava nas minhas poucas experiências profissionais que tive durante dois anos. Por ser uma garota de alma boa estava sempre disposta a ajudar minha família de alguma forma, com serviço doméstico ou como acompanhante quando alguém precisasse. Inclusive a primeira vez que foi a Teresina, PI, estava acompanhando minha tia que ia fazer uma cirurgia, então quando alguém estava doente, precisasse de alguma ajuda, eu sempre estava pronta para ajudar. Sempre brincalhona e com um sorriso no rosto minha família era meu orgulho e meu sonho era dar uma vida melhor aos meus pais. Às vezes por ser jovem demais, não dava muito valor à vida, não gostava muito de sair, visitar os amigos, minha prima sempre reclamava, dizia que eu estava me isolando do mundo, que o pouco tempo que eu tinha ficava trancada no quarto, não percebia que estava perdendo a oportunidade de aproveitar uma coisa muito importante dada por Deus que era a minha vida! Com esse hábito de me isolar acabei aumentando o problema de timidez e o contato com o meio social ficou, mas difícil. Eu vivia somente para o trabalho, já não dava muito atenção para minha família, meus amigos, era somente de casa para o trabalho, já não vivia a minha vida como na minha infância que foi tranqüila e feliz.

Começo de esperanças e rompimentos de sonhos

No dia 13 de abril de 2008, embarquei em uma viagem em busca de uma vida melhor para mim e para meus pais. Foi para Teresina, PI, por ser capital, tava cheia de esperanças, com o objetivo de realizar uma parte dos meus sonhos. O primeiro mês não foi fácil! Mas recebi algumas propostas de entrevistas em algumas empresas, devido ser muito tímida não tive bons resultados nas minhas entrevistas e acabei não passando. Mas sempre disposta a enfrentar e não desistir, espalhei vários currículos pela cidade com o intuito de ser chamada por alguma dessas empresas. Passaram-se dias, e nada! Já estava desanimada com o assunto.

Dias se passaram, então minha tia de Imperatriz, MA, veio com o meu tio Antônio Soares de Sousa, 45, para Teresina. Devido ele ter sofrido um grave acidente de moto onde causou uma lesão grave no olho esquerdo, e também ficou com uma fratura expostas na face, vieram atrás de uma cirurgia na Capital, piauiense. Como eu já estava aqui, ela o deixou para que eu tomasse de conta dele, foi então o começo de muitos desafios que eu ia ter dali em diante. Passei o tempo todo a dedicar a esse meu tio que todos gostavam e era meu tio preferido. Eu e minha prima fazíamos de tudo por ele, infelizmente outro problema que tinha que enfrentar era o fato dele ser alcoólatra. Outro dia ao passar pelo corredor o vi bebendo escondido na dispensa, lá havia algumas bebidas antigas e nunca tinha passado pelas nossas cabeças sobre esse assunto, perdi o fôlego não sabia o que fazer! Então recuperando o fôlego, fui onde minha prima e falei para ela, então tratamos de esconder todas as bebidas que havia na casa, pois se ele bebesse ia prejudicar a sua recuperação, pois estava muito debilitado e fraco. Os dias se passaram meu tio já tinha feito vários exames e já estava tomando medicamentos, a sua aparência estava bem melhor de quando havia chegado. Estávamos felizes, pois meu tio estava se recuperando novamente e disposto a largar a bebida. Então certo dia foi ao médico e descobriu que a cirurgia que tinha que fazer era muito cara, chegava a 30.000,00 reais. Ele nunca que teria esse dinheiro e a família também não, com isso resolveu voltar para casa, pois não tinha mais nada a fazer. Como eu tinha recebido um convite para ir ao casamento da minha prima, em Imperatriz-Ma, minha cidade natal, e se eu não fosse ela iria ficar muito triste. Resolvemos viajar dia antes do casamento que era no Domingo, então no dia 28 de junho de 2008, no Sábado. Então acabamos decidindo fazer uma surpresa e não avisamos para ninguém que estávamos indo.

Era 07h00min da manhã de sábado acordei cedo, nem consegui dormir, estava muito feliz, pois daqui alguma hora iria embarcar numa viagem de volta a minha terra natal, Imperatriz-MA. Meu tio já bem recuperado e decidido a não beber mais… E isso me deixou muito feliz. Ao meio-dia meu primo Mateus Victor, 11, me disse que queria ir também, como pensava que já estava de férias, queria passar as férias na casa dos Avos, que fica na minha cidade. Então resolvi pedir para seus pais, sua mãe concordou e falou para pedir ao seu pai, então pedi e ele permitiu, eu pensei por ser muito em cima da hora ele não iria permitir sua ida, mas permitiu!

Então começou a correria de arrumar as malas, para daqui algumas horas seguir viagem. Por volta das 06h00min da tarde já estávamos todos prontos, meu tio. Como a saída estava marcada para 19h00min, não queríamos se atrasar. Chegou a hora! A despedida foi cheia de abraços e choros. Entramos no táxi e seguimos para o local que iríamos pegar o ônibus. Chegando lá, todos os passageiros já estavam esperando, passaram se meia hora, e nada do ônibus chegar! Uma hora e nem um sinal, a única resposta que tínhamos do pessoal da empresa é que estava chegando. Para nós só o que restava era esperar! O relógio já estava marcando 20h30 da noite, finalmente o ônibus chegou. Com a felicidade estampada em nossos rostos entramos no ônibus, depois do motorista verificar as passagens dos passageiros, partimos. Minha poltrona era do lado da janela, gostava muito desse lugar, pois dava para ver as cidades que iríamos passar, não via a hora de o ônibus passar na ponte que ligava Teresina, PI e Timon-Ma. Mas quando fui olhar já tínhamos passado da ponte, estávamos saindo de Timon, MA, achei estranho, como foi rápido! Horas depois chegamos a Caxias-Ma, parou na rodoviária, mas não demorou muito e segui com a viagem. As 10h00min tive que tomar um remédio para não sentir enjôo devido a viagem e acabei indo ao banheiro, voltei para minha poltrona, então lembrei do meu tio, olhei para trás para ver como ele estava, ele olhou para mim e sorriu, virei para meu lado onde encontrava-se meu primo, e logo adormeci.

O grave acidente

Por volta de 10h40min da noite no município de Alto Alegre do Maranhão, próximo ao povoado Caxuxa, aproximadamente 230 quilômetros de Teresina, PI e 205 quilômetros de São Luís, MA, o ônibus de placa HXI-0775, Araguaina/TO, com 26 passageiros tombou violentamente depois que o motorista Fabio César Oliveira dos Santos, 28, perdeu o controle do mesmo, por está em alta velocidade ao passar por cima de uma rotatória o motorista tentou retornar o veículo para a BR, com isso o ônibus acabou tombando e em seguida arrastou-se até um determinado local por alguns minutos onde parou. Dos 26 passageiros, quatro morreram na hora e outros dois morreram a caminho do hospital, um deles fui meu tio. Muitos passageiros ficaram feridos, alguns foram arremessam para fora do ônibus, logo o local ficou cheio de curiosos, moradores das redondezas, que se reunira para resgatar os feridos. Certo homem por nome de Valdeir, que passava pelo local no exato momento do acidente, parou para ajudar a retirar as vítimas. Eu fui uma das vítimas socorrida por ele. Meu estado era dramático, pois tinha perdido o braço esquerdo e estava com um grave corte no rosto próximo do olho esquerdo, outro motivo de preocupação, pois corria o risco de perder o olho. Então foi retirada de dentro do ônibus com muita cautela, pois era uma vida que estava em jogo, qualquer movimento errado custaria a minha vida, perdi muito sangue, mas estava consciente. Ele ainda falou comigo e perguntou se tinha algum numero que ele pudesse falar com a minha família, eu consegui dar o número da minha mãe. Já tarde da noite ele ligou, minha mãe estava dormindo quando o telefone tocou, era seu Valdeir para lhe dar a triste noticia, ela ficou desesperada não queria acreditar, chorou bastante e teve que ser acalmada pelos familiares, pois meu tio que havia falecido, era seu irmão! Minutos depois fui levada para o hospital mais próximo, na cidade de Bacabal, MA, onde dei entrada e recebi os primeiros socorros. Um dos médicos que me atendeu me contou o que tinha acontecido e por estar atordoada e sem entender direito o que estava acontecendo, perguntei logo pelo meu tio e meu primo, não recebendo resposta e recuperando um pouco da consciência, comecei a perguntar por eles, constantemente. Mas supostamente também queixando de fortes dores, aplicaram algum remédio e logo adormeci novamente. Como meu estado era muito grave e por ter perdido bastante sangue, eu precisava fazer uma complicada cirurgia na face e no braço. Classificada como estado grave fui levada para Teresina, PI. O trajeto foi horrível por está consciente, foi então que a ambulância que estava parou na estrada era meu tio, que ao saber do acidente saiu de Teresina para o local, durante a deslocação no caminho avistou duas ambulâncias, foi então que pediu que parasse, e perguntou ao motorista se eram as pessoas do acidente do ônibus que tinha acabado de acontecer, infelizmente era, toda história era realmente verdade! Pensou. Logo começou a se sentir mal e não consegui dirigir mais, teve que ser substituído pelo seu amigo que levou o carro.

Foi aí que soube outra notícia triste, meu tio que estava indo comigo para Imperatriz, Ma, tinha acabado de falecer, então resolveu ir me ver na outra ambulância e constatou que eu estava bem, apesar da situação. E me disse que meu tio tinha morrido, fiquei sem reação, em silêncio. Seguiram viajem, pois seu filho que era o meu primo que estava indo também comigo tinha ficando no hospital em Alto Alegre do Maranhão, por ter sofrido só ferimentos leves, não precisou ser levado para outra cidade. Então prosseguimos viagem para Teresina, tentando lutar pela vida. Tempos depois, já estava muito cansada e toda hora perguntava se não estava chegando, a enfermeira por ser experiente tentava sempre me acalmar com palavras confortadoras, estão fiquei por alguns minutos calma. Horas depois ouvir a cirene da ambulância, era o sinal que já tinha chegado. Chegamos à manhã do dia (29-06-08), o hospital que me levaram foi o HGV (Hospital Getulio Vargas) de Teresina, alguns parentes já estavam me esperando, dentre eles amigos e vizinhos. Fui para sala de cirurgia, onde ia passar por uma cirurgia bastante complicada, horas depois tava tudo terminado fui para sala de observação tinha dado tudo certo. Logo veio uma notícia boa não iria perder o olho, o corte não afetou o olho, foi um alívio para família que estava abalada. Um dos maiores desafios que minha família iria passar era o momento que eu acordasse pela primeira vez depois da cirurgia, pois não sabiam como seria a minha reação depois que me falassem que eu tinha perdido o braço, no momento, quem estava comigo era uma amiga da família, e ao acordar antes que ela falasse qualquer coisa, eu falei tudo para ela, eu contei que meu tio tinha morrido e que eu tinha perdido o braço e com um sorriso finalizei apesar de tudo, que bom, pois estou viva! Ela ficou muito surpresa, ligou imediatamente para minha prima e contou o que aconteceu. Nos primeiro diz não podiam comer nada, no segundo dia comecei a tomar só chá, devido não estar se alimentado por causa da cirurgia, tive alguns desmaio, era o começo de uma longa recuperação. No terceiro dia ja se alimentando direito, tive que tomar algumas bolsas de sangue, por ser muito difícil meu tipo de sangue A-, das cinco bolsas que eu tinha que tomar, tomei três, com a ajuda de Deus as tres foram suficientes para, retomar um pouco das minhas forças e logo já estava conseguindo andar. No dia 05/07/08 a empresa do ônibus transferiu todas as vítimas para um hospital particular em Teresina, mesmo. Sentia muita dor no braço, nas costelas e no rosto, fiz uma série de exames para ver se tinha alguma fratura nas costelas, felizmente não foi diagnosticada nenhuma fratura. Logo, já estava bem recuperada. Então recebi um convite da minha enfermeira para visitar uma pessoa muito especial, que desde criança estava internada no hospital, era uma linda moçinha que se chamava Raissa, linda e muito sorridente, ela fala e come com ajuda de aparelho, essa visita que eu fiz foi muito importante para mim, me fez perceber que é possível ser diferente e feliz. No dia 10/07/08 recebi e fui para minha casa. Estava tão feliz finalmente ia para casa.

Transtornos psicológicos, uma das marcas da grande tragédia

Já estava em casa, mas não tinha percebido que toda aquela tragédia ainda iria me prejudicar bastante, nem tudo tinha acabado. Foi então que de repente percebi que aquela garota, que tinha tudo pela frente, que passava o tempo todo cantando, com seu sorriso que cativava a todos, tinha mudado fisicamente, a angustia tomou conta de mim e então comecei a chorar constantemente por tudo que aconteceu, toda força que estava demonstrando no inicio tinha me abandonado. Já não era como antes, tinha perdido um membro do meu corpo! Então vários transtornos e perguntas surgiram na minha cabeça, como: Será se ainda vão gostar de mim? Será se minha família vai ter vergonha de mim? Será se algum garoto vai gostar de mim, agora com essa condição? Será se vou poder trabalhar, estudar e fazer todas as coisas que eu gostava de fazer, como por exemplo cozinhar? Era o início de um transtorno psicológico que eu não poderia evitar, logo já não era, mas a mesma. O medo tomou conta de mim, tinha medo de tudo… Já não saia, mas para lugar algum, chorava constantemente, ficava o dia todo em casa, e se alguém me chamava pra sair dava uma desculpa qualquer, para não precisar sair de casa, pois o que, mas doía em mim era os olhares das pessoas, e as diversas perguntas que surgia. Estava abrindo a porta para Depressão, e por outro lado fechando as portas para quem realmente queria me ajudar. Quaisquer atitudes de pessoas próximas que acontecia por acaso, já criava certos transtornos. Certo dia minha prima Val, tinha me chamado para ir ao supermercado com ela, por eu estar demorando muito, ela foi na frente, para logo depois eu ir, quando percebi que ela tinha indo e não estava me esperando, comecei a pensar que ela estaria com vergonha de mim, e isso me fez sofrer muito, fiquei sofrendo por uma coisa que eu tinha criado dentro de mim, e não sabia se era verdade. Por isso que em imediato precisei de um apoio psicológico, onde iria entender tudo que estava acontecendo e onde eu iria sentir novamente o gosto pela vida, era, mas um desafio posto diante de mim. Muitas vezes quando ficava sozinha vinham vários pensamentos ruins, então tentava me distrair o possível, para não deixar ser levada por esses pensamentos. Foram quase três meses de sessões, durante esse tempo troquei três vezes de psicóloga, mas todas me ajudaram de alguma forma. No início sempre chorava quando falava do acidente, em especial do meu tio, pois era uma pessoa muito querida e foi uma perda grande em minha vida. Mas aos poucos, a psicóloga tava me mostrando, que apesar de tudo existia ainda uma vida, que eu poderia fazer tudo que eu fazia antes, com algumas limitações, mas eu faria, eu não poderia deixar que minha vida acabasse assim, tinha que ser bastante forte, pois foi presente de Deus, ele me deu, mas uma chance!

Reaprender: continuação da antiga nova vida!

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Então tomei uma atitude e resolvi tentar encarar todos os meus medos de frente, foi ai que começaram os desafios, que era entrar no ônibus novamente. Tive que viajar umas seis horas, e para mim foi um desafio, pois iria vir todas as lembranças novamente na minha cabeça. E o pior que teria que passar no local do acidente, e para mim foi muito triste, pois as recordações da grande tragédia surgiram em minha cabeça. Quando passei no local não consegui segurar as lágrimas. Mais um dos meus maiores desafios foi voltar para minha cidade natal, pois eu iria reencontrar todas as pessoas que fizeram parte da minha vida, que me viram crescer. Encarar e ver a reação delas seriam o dos maiores desafios para mim. Hoje um ano e sete meses da tragédia que mudou a vida de várias pessoas, inclusive a minha. Já consigo lembrar-se de tudo que aconteceu e não derramar mais lágrimas. As lembranças ainda são constantes, mas com a ajuda profissional, com os carinhos, apoio de familiares e dos amigos, estou conseguindo lidar com esses momentos. Percebo que fui forte, pois durante esses momentos críticos, estava sempre com o sorriso estampado no rosto, e com a ajuda de Deus desde o início, decidi que não iria deixar de fazer as coisas que eu gostava, foi uma das lições mais importantes que aprendi com a psicóloga, que nós todos temos capacidade, basta só querer! Estou reaprendendo a fazer tudo que fazia antes, com algumas limitações é claro! Tinha mais facilidade em aprender na casa da minha prima. Como estou na minha casa, e é humilde e não é adaptada, tenho muita dificuldade de aprendizado, mais não estou disposta a desistir, pois quero voltar a fazer tudo que fazia antes. Cada vez que reaprendo algo, para mim é uma vitória concedida por Deus, meu lema é: vou voltar a ser útil e realizar meus sonhos! Nos primeiros dias com algumas dificuldades tentava dar alguns passos, foram esses passos que me levaram a vitória. Hoje já consigo ajudar minha mãe em alguns afazeres de casa, é a continuação de uma antiga nova vida! Antes vivia por viver, e não por querer. Agora percebo que tenho uma vida, e ela foi me dada para ser desfrutada da melhor forma. Cheia de planos para o futuro e muita vontade de viver e ser feliz, pois sei que sou capaz! Hoje estou na faculdade, cursando o primeiro período de Direito, estou muito feliz, pois pensava que não seria capaz e hoje percebo que nada é impossível. Aprendi que a vida não foi nos dada para simplesmente existirmos diante dela e sim viver cada dia. Com esse acontecimento criou em mim um desejo de poder ajudar a todos aqueles que estão com auto-estima lá em baixo. Que por mais que existam dificuldades podemos transformá-la em desafios, nos quais podemos vencer! Que o que aconteceu foi um momento ruim, mais agora tenho que desfrutar essa segunda chance com muita força e determinação. Que essa nova vida é uma benção dada por Deus!

Dayse Anne Soares Lima

21 anos

Cidade: Imperatriz, Ma

Profissão: Estudante, Direito (1° Período)

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