Dia dos Namorados: como manter um relacionamento sendo ou tendo um parceiro amputado?

 em Histórias de superação

O Dia dos Namorados é uma data para celebrar o amor. Todavia, é sempre importante lembrar que a imagem consolidada do amor é cheia de estereótipos. Embora essas imagens estejam sendo gradualmente desconstruída, a representação de pessoas amputadas ainda é muito invisibilizada.

Com relação aos relacionamentos de pessoas amputadas é preciso levar em conta que existem duas perspectivas diferentes: a do amputado e a de seu cônjuge.

A pessoa amputada

Ao contrário do que pode parecer, a maior dificuldade para a pessoa amputada relacionar-se é seu quadro emocional e não físico. Toda amputação é acompanhada de um longo processo de adaptação emocional. Logo após a cirurgia a pessoa pode desenvolver várias doenças psicológicas como baixa auto-estima, depressão e ansiedade.

É muito importante realizar algum tipo de acompanhamento psicológico nesta fase. Caso isto não aconteça, a pessoa pode desenvolver um quadro de isolamento. Quando isto acontece, o indivíduo tende a se afastar de qualquer relacionamento. pois sente-se insuficiente ou inferior devido a sua nova condição.

A melhor maneira de quem foi amputado recuperar sua auto-estima é através de ajuda profissional. Assim, é importante que com o passar do tratamento comecem novos relacionamentos, tanto de amizade quanto conjugais. Através de relações sinceras a pessoa pode perceber que sua condição não a inferioriza. Analogamente, a falta de um membro não a torna menos amável.

Nicholas James Vujici e sua esposa

O cônjuge

Pessoas que não são amputadas costumam apresentar medo ou estranhamento neste tipo de relacionamento por ser uma situação desconhecida. Por mais que este sentimento seja natural, é preciso não cair no preconceito de que amputados procuram por babás ou cuidadores.

Estes possuem necessidades sim, mas são necessidades amorosas. Esperam um parceiro que lhes dê carinho e atenção que o ajude, mas não que assuma responsabilidades que cabem a si mesmo.

Nestes casos basta que ambos os lados confiem um no outro e estejam abertos a se descobrir mutuamente. Thais Carvalho, paratleta olímpica amputada da perna direita, disse em entrevista ao blog Conforpes que sua amputação não atrapalha seus relacionamentos.

“Um relacionamento envolve muito mais do que as questões físicas, acho que é uma compatibilidade de almas e de pensamento. A ausência de um membro não interfere nessa parte”, declara a paratleta.

Portanto, a lição é não deixar que nada impeça os apaixonados de Celebrar o Dia dos Namorados, o amor e todos os sentimentos incríveis.

Veja como se deu o relacionamento entre Vanessa e seu namorado após a amputação

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